Escritório: Brasil
Cliente: Quixote+Do
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Campanha: livro Ouro Preto e o Futuro
Contexto
Em projetos editoriais, acessibilidade não é recurso — é decisão. Um livro inclusivo exige escolhas de linguagem, forma e leitura que ampliem o acesso sem comprometer a integridade do conteúdo ou transformar a experiência em concessão técnica.
Ouro Preto e o Futuro propõe uma travessia histórica da cidade do século XVII ao XXI. O desafio não era apenas organizar o texto com clareza, mas construir um sistema visual capaz de sustentar repertório cultural, ritmo de leitura e inclusão em condições reais de produção, mesmo sob restrições de orçamento e escala.
Decisão
A decisão central foi tratar acessibilidade e imagem como partes de um mesmo sistema editorial. Cada elemento gráfico deveria servir ao entendimento e à experiência de leitura — não ao efeito.
Isso significou assumir legibilidade e orientação de leitura como base do projeto, ilustrar os capítulos com consistência e qualidade sem dependência de bancos caros de imagem e incorporar recursos de acesso, como Libras via QR Codes, de forma integrada, sem transformar a inclusão em adorno.
A escolha foi por uma obra visualmente rica, capaz de ampliar acesso e repertório sem sacrificar clareza, coerência ou integridade editorial.
Atuação
A Pallavra conduziu o projeto integrando diagramação, ilustração e diretrizes de acessibilidade em uma mesma lógica de decisão editorial. Com apoio de ferramentas de geração de imagens por IA, foram criadas ilustrações originais para cada capítulo, construindo uma narrativa visual coerente com a passagem do tempo e em diálogo com estilos de artistas representativos de cada período histórico.
O sistema de diagramação foi concebido com hierarquia clara, ritmo de leitura e orientação visual precisos, tratando legibilidade e inclusão como critérios estruturais do projeto. Tipografia e elementos gráficos foram definidos para sustentar compreensão, fluidez e permanência da leitura.
As ilustrações operaram como parte do sistema narrativo do livro, garantindo unidade visual e consistência entre capítulos, sem dependência de bancos externos de imagem. Recursos de acesso, como QR Codes para conteúdos em Libras, foram integrados de forma orgânica, ampliando a experiência para públicos diversos sem transformar inclusão em adorno.
Cada escolha foi tratada como decisão pública: o que entra, o que se sustenta e que tipo de leitura o livro produz em quem o acessa.
Efeito
O resultado foi uma obra editorial consistente, visualmente envolvente e orientada por inclusão como critério de qualidade. O livro passou a oferecer uma experiência de leitura ampliada, sustentada por clareza, legibilidade e recursos de acesso, sem reduzir o conteúdo à lógica do didático ou do simplificado.
O efeito central foi a consolidação de um projeto editorial que trata acessibilidade como dimensão estrutural da linguagem. Um livro capaz de acolher mais pessoas sem abrir mão de rigor, repertório e coerência cultural.
