Escritório: Brasil
Cliente: Petrobras – Refinaria Gabriel Passos (REGAP)
https://petrobras.com.br/
Campanha: Parada Revamp – ampliação e manutenção de unidades industriais
Contexto
Em ambientes industriais de alta complexidade, segurança não é discurso — é condição de permanência. Durante paradas de manutenção, quando milhares de trabalhadores terceirizados passam a operar simultaneamente em um mesmo território técnico, o risco deixa de ser exceção e se torna variável constante.
Na Parada Revamp da REGAP, esse risco era amplificado por escala, prazo e diversidade operacional: mais de 2.000 profissionais terceirizados atuando ao longo de 45 dias, em atividades críticas, sob pressão de cronograma e em um dos parques industriais mais relevantes do país.
O desafio não era informar normas ou reforçar procedimentos. Era sustentar um ambiente de decisão diária, no qual segurança fosse percebida, praticada e assumida como responsabilidade coletiva — mesmo diante de rotatividade, cansaço, conflitos de cultura organizacional e imprevisibilidade operacional.
Não havia espaço para campanhas genéricas, fórmulas prontas ou comunicação episódica. A segurança precisaria ser construída no ritmo da operação, todos os dias.
Decisão
A decisão central foi tratar a comunicação de segurança não como campanha pontual, mas como infraestrutura ativa de comportamento.
Em vez de mensagens prescritivas ou peças isoladas, optou-se por uma lógica de presença contínua, adaptativa e integrada ao cotidiano da Parada. A comunicação passou a operar como mediação permanente entre risco, atenção e escolha, acompanhando o fluxo real do trabalho — e não um plano idealizado fora do campo.
Isso implicou assumir princípios operacionais claros: não existe “receita de bolo” em segurança industrial; a estratégia é construída diariamente; engajamento se cultiva por reconhecimento, clareza e proximidade; segurança precisa ser visível, compreensível e acionável em tempo real; e comunicação e gestão de SMS devem operar como um único sistema.
A escolha foi por uma comunicação viva, responsiva e coerente com a realidade da operação.
Atuação
A Pallavra atuou em integração direta com as Gerências de SMS e RH, sob supervisão da Gerência de Comunicação, desenvolvendo e operando um sistema de comunicação de segurança ajustado à dinâmica real da Parada.
O trabalho estruturou uma arquitetura de comunicação distribuída no território da operação, com sinalização clara, hierarquizada e orientada à leitura rápida e à tomada de decisão imediata. Materiais físicos e informativos foram desenvolvidos para operar em tempo real, acompanhando o ritmo do campo e as condições concretas de trabalho.
A atuação incluiu roteiro, coordenação e operação diária de esquetes teatrais de segurança, realizadas de segunda a sexta-feira ao longo de todo o período da Parada, integradas à rotina operacional. Paralelamente, uma equipe própria da Pallavra esteve presente continuamente no campo, promovendo engajamento direto, convocando participação, mediando interações e sustentando atenção ativa junto aos trabalhadores.
A comunicação foi conduzida por meio de linguagem direta, acessível e contextualizada, evitando jargões técnicos excessivos e ajustando conteúdo, abordagem e ritmo a partir da observação diária do comportamento no chão de fábrica. Ações educativas presenciais reforçaram pertencimento, corresponsabilidade e vigilância coletiva.
Cada peça, ação ou interação foi tratada como parte de um sistema maior — nunca como solução isolada. A estratégia era recalibrada diariamente, a partir da escuta, da observação e da realidade do campo.
Efeito
O resultado foi concreto: zero acidentes com afastamento e nenhuma ocorrência de distúrbios entre os empregados ao longo de toda a Parada Revamp.
Em um cenário de alta complexidade, com milhares de trabalhadores terceirizados atuando por 45 dias, o índice zero não foi acaso. Foi consequência direta de decisão, consistência e gestão cotidiana.
Além do marco de segurança, o projeto gerou adesão plena às atividades de segurança, aumento expressivo do nível de conhecimento sobre práticas seguras, um ambiente de trabalho mais organizado, colaborativo e consciente, e ausência de distúrbios operacionais relevantes durante todo o período.
Mais do que cumprir metas, o projeto demonstrou que segurança se constrói como cultura, não como campanha. Não houve fórmula replicável — houve atenção permanente, responsabilidade compartilhada e comunicação operando como mediação real entre pessoas, risco e decisão.
Este case permanece como referência de rigor e maturidade na comunicação aplicada à segurança industrial.
A segurança não foi comunicada.
Foi sustentada.
Arquivo



